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Alguns comentários sobre o aprendizado musical.

 

            Como todo o aluno que inicia o estudo de um instrumento, alguns aspectos individuais do desenvolvimento precisam ser observados cuidadosamente. Contudo, através da experiência, da observação e da pesquisa que venho realizando nos últimos anos, gostaria de citar de maneira geral alguns dos aspectos constados.


            O estudo da música deverá iniciar-se através do sensorial para obter-se o resultado desejado. Esta é a grande diferença que encontramos no desempenho dos músicos. Ensinar música somente pelo princípio da leitura musical, poderá deixar de lado todo o aspecto interpretativo. A leitura musical só serve como referência para quem “vivenciou” os sons, os ritmos, os exercícios de coordenação e estimulação, onde os músculos, assim como todo o aparelho neuro-motor foi considerado.


            Desta forma não importa a idade da pessoa que estuda música, ela precisa primeiramente ser submetida a um processo de sensibilização, onde o que for captado através dos sentidos se transformará em sensibilidade.


            Os alunos devem ser preparados através de vivências musicais que o envolvam de acordo com a faixa etária. Recomenda-se a utilização de exercícios específicos para captar a “atenção”, que com aprofundamento e tempo transforma-se em concentração.


            É indispensável o trabalho de jogos de vários tipos, que envolvam a postura, como a caminhada, a corrida, e outros exercícios que desenvolvam o controle muscular.


            Utilizam-se estímulos rítmicos, fraseado musical e outros. Nas aulas grupais ou individuais, exercícios que levem em conta: a reprodução rítmica aliada à movimentação rítmica/corporal, o solfejo cantado (aliado ao trabalho corporal), o trabalho de dissociação, a reprodução sonora envolvendo intervalos definidos, entre outros.


            O professor poderá propor jogos com bolas (de diferentes tamanhos), jogos de percepção auditiva e percepção visual, jogos de atenção, de prontidão, ou seja, que exigem respostas “físicas” com relativa rapidez. Isto tudo faz com que o aluno desenvolva o seu lado sensorial e não somente o intelectual.


            Exercícios que envolvam a percepção de acordo com a altura musical, associados à pré-leitura, entoação dos sons, levam o aluno a “intuir” e a aprender a leitura musical de forma mais natural.


            A música é uma forma de linguagem. Nenhuma criança aprende a ler e escrever antes de falar. Depois de ouvir e falar (partes diferentes do cérebro são estimuladas), ela irá aprender a escrever (o que envolve a visão e toda uma capacidade motora) para depois chegar à forma correta de ouvir, falar e escrever, através de regras gramaticais.


            A linguagem musical deve ser desenvolvida desta forma, afinal este é o processo que os músicos utilizam para aprender a tocar em solo ou grupo.


            Aprender música é muito mais do que tocar um instrumento. Assim como tocar um instrumento não é só ler e acertar as notas musicais.


            Aprender música é vivenciá-la, e fazer música com criatividade e arte. Afinal, a música é considerada uma das artes mais sublimes, completas e complexas!

 

Por Clises Marie Carvajal Mulatti
Certificate in Piano Pedagogy with Suzuki Emphasis,
Holly Names College, CA, USA.
Professora do curso de Jogos e brincadeiras musicais Tom sobre Tom – Escola de Música.

 

 

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